domingo, 22 de junho de 2008

DEVASSIDÃO

É sabido que a verdade não é absoluta, uma mesma história pode ter vários ângulos, dependendo de como você a interpreta. Sabedora de que eu escrevia, pessoa próxima a mim resolveu contar a sua, como só vi um ângulo da história, e nem sempre a verdade se mostra na voz de uma só pessoa, dei voz para que cada personagem contasse a sua história. Somente uma eu conheço, cabe a cada um que ler tirar as suas conclusões e escolher uma verdade. Friso, a verdade é relativa.

“Agora, a respeito das coisas que me escrevestes. Penso que seria bom ao homem não tocar mulher alguma. Todavia, considerando o perigo da incontinência, cada um tenha a sua mulher, e cada mulher tenha seu marido”. I Cor 7,1-2

A NOIVA

Antes de qualquer coisa quero dizer que todos os escritores são mentirosos, fantasiam as histórias e as distorcem. Acrescentam coisas da sua vida ou seus pensamentos aos relatos alheios e os dão como verdade. Caro leitor, outras pessoas darão o seu testemunho, mas quero deixar bem claro que prezo a verdade.
Meu nome é Marisa, tenho 35 anos, isto basta para saber de mim. Vivia bem com meu marido até ele por na cabeça que deveríamos nos casar na igreja. Estávamos juntos havia cinco anos. Seu nome é Túlio. Homem trabalhador trabalhava dezesseis horas por dia. Chegava em casa sempre cansando, mal dava tempo para o banho e a janta, a cama já o esperava, era deitar e dormir. Sexo só no final de semana, assim se futebol ou amigos de bar não o chamasse. Eu era feliz, do que eu conhecia do amor e do sexo, o que eu tinha me bastava.
O casamento para mim é o caminho certo para a preservação da instituição família, e conservá-lo, por mais difícil que seja, é tarefa para a mulher. Minha vida durante esses cincos anos de convivência com o Túlio tomou o caminho da rotina, e como isso é comum a todos casamentos, eu me resignei.
O que nos leva a desviar de nosso caminho? Após desviar do meu, indo de encontro ao que eu sempre acreditei, esta pergunta foi uma constância em minha vida. Quantas vezes eu orei aos céus pedindo perdão e aos prantos senti a mão de Deus sobre mim me condenando. Resolvi relatar minha história para, assim, me livrar da condenação que estou sujeita. Aos olhos dos outros, quem sabe, a minha história se assemelha a sua.
Decisão tomada, casamento marcado, eu me incumbi da preparação. Faltando só o convite eu me dirigi à gráfica. Os mesmos passos que nos leva para o caminho da retidão, de uma hora para outra, também podem nos levar para o da perdição. Passos dados não cabia mais retorno. Quando vi o Andrei, dono da gráfica, atrás do balcão, uma luz acendeu dentro de mim. Logo que pus os olhos em todo o seu corpo fiquei maravilhada com sua beleza. Até aquele momento o belo para mim se resumia à silhueta vivaz e alegre do rosto de Túlio, era o que destacava nele, o corpo era apenas um apêndice, e eu o amava assim. Mas o Andrei não, o belo nele estava no todo. Cabelos castanhos ondulados eram moldura para um rosto macio e encantador, o teu corpo moldado em academia definia o tipo de homem que ele era: o amante perfeito.
Adonisei o Andrei e embevecida pela tua beleza me senti tal qual Vênus nos braços do amante, e quando dei por mim estava nua no chão frio da gráfica vendo sair do gargalo da garrafa um líquido avermelhado e viscoso. Ao tocar os meus seios o senti gelado, toquei-o com o dedo e o chupei com voracidade, era doce, era vinho. O belo, em pé diante de mim, admirava-me chupando o dedo, seu pênis túmido gotejava o líquido fecundo, ainda com o gosto do vinho levei seu pênis a boca enquanto ele jogava nos meus lábios um pouco do vinho gelado. Chupei e passei os dentes de leve no seu falo, ele gemia de prazer e freneticamente o empurrava e o tirava da minha boca. Agarrando-me pelos cabelos ele me joga de frente no prelo, dá um tapa na minha bunda, arregaçando-a com as duas mãos, sinto um líquido gelado entrando no meu ânus, era o restante do vinho, e agora é a sua língua quente que penetra, eu tremia de prazer. Grito desesperadamente quando ele enfia seu pênis por trás misturando o vermelho do vinho com o vermelho do sangue. Deflorando-me e com três dedos massageando minha vagina, não sentia dor, mas sim um prazer indescritível. Desmaiei, quando acordei estava em casa, deitada na cama, pensando no Andrei e com nenhum arrependimento moral.

“O marido cumpre o seu dever para com a sua esposa e da mesma forma também a esposa o cumpre para com o marido”. I Cor 7,3

O NOIVO

Do Túlio a única coisa que sabemos foi dito por Marisa, como todo corno, foi o último a saber, e não acreditou. Caro leitor se você passou por isso sabe do que estou falando.

“Aos solteiros e às viúvas, digo que lhes é bom se permanecerem assim, como eu. Mas, se não podem guardar a continência, casem-se. É melhor casar do que se abrasar”. I Cor 7,8-9

O AMANTE

O verbo é a verdade, o adjetivo tanto quanto o elogio não passa de mentira. Por me adjetivar demais, a Marisa fugiu a verdade, por isso verbalizo. Não falarei dela e nem de mim, isto pouco importa para se chegar à verdade.
Nunca acreditei em casamento ou na instituição família, os casamentos de outrora só durava devido à submissão da mulher e a sua dependência financeira, hoje devido este fato não corresponder mais à realidade feminina são poucos casamentos que duram e conseqüentemente a instituição família está falida. Conquanto os relacionamentos com mulheres casadas as fazem, na maioria das vezes, abandonar as famílias, não faz de mim um destruidor de lares.
Quando Marisa apareceu na porta da gráfica vestida como uma carola, não demonstrava nada da puta que ela era. Assim que bati os olhos nela senti que ela estava atraída por mim. Aquietei-me, não dei o primeiro passo. Ela teve que retornar a sua casa por ter esquecido o endereço da igreja, quando voltou não era mais a carola e sim a puta que se apresentava. Estava com um vestido transparente e decotado mostrando os seios fartos. Percebia-se que ela estava sem sutiã, pois os mamilos estavam hirtos e protuberantes sob o vestido. Ela se achegou colocando os cotovelos no balcão e os dorsos das mãos no queixo mostrando ainda mais o que já estava a amostra. Inquietei, meu pênis se avolumou na bermuda, as mãos tremiam quando preenchia seus dados, a safada percebeu, pois um sorriso malicioso tomou conta do seu rosto. Ela pediu para entrar para conhecer a gráfica, antes que eu a permitisse já estava dentro. Como era horário do almoço dos funcionários, só estava eu e ela. Sem se importar se a porta estava aberta ou não ela foi me jogando sobre as ramas de tipos, caí no chão, ela pôs seu pé no meu tórax, agachou e com as mãos, despregando violentamente os botões de minha camisa me deixou nu. Chupando e mordiscando o bico do meu peito, ela foi descendo passeando com a língua sobre minha pele até atingir o umbigo, a sensação de prazer era imensa, com a faca que havia caído junto com os tipos ela rasgou a bermuda fora a fora. Tive calafrios quando ela encostou a faca na minha coxa enfiando por debaixo da cueca e de uma vez só deu fim à mesma. Agarrou com as duas mãos o meu pênis que se avolumou em sua boca, enquanto ela me chupava massageava meu saco e passava de vez em quando os dedos no meu ânus. A interpretei mal quando ela tateando procurava a vaselina que estava em cima da mesa. Tentei reagir, mas ela colocou os dois joelhos sobre minha barriga e eu não tive como. Encheu a mão de vaselina e colocou... Fechei os olhos, tive medo que ela me deflorasse. Mas não, ela lambuzou todo o meu pênis, colocou um pouco na minha mão e pediu que eu lubrificasse seu ânus, pois ela fazia questão que eu quebrasse a única coisa nela virgem. Com as duas mãos postas na quina da mesa e de pernas aberta ela me pediu delicadamente: “Coma meu ânus, me deflora todinha, me fode, anda me fode”. A agarrei pelos cabelos, e passei delicadamente a vaselina até sentir seu ânus lubrificado, enquanto a penetrava por trás, ela sussurrava: “Me come toda, vai, enfia, me deflora”. E eu a comia, e ela debatia-se sobre a mesa, até que ela encontrou uma dobradeira de osso em cima da mesa que se usa para dobrar os cartões e pediu que eu a enfiasse na sua vagina. Loucura. Eu fiz e quanto mais a comia por trás e enfiava a dobradeira, ela gemia e gritava: “Me coma desgraçado, me esfola de uma vez, faz eu tocar as borda do céu”. Quando acabei ela estava extenuada, desmaiada. Pelos fundos da gráfica a levei em casa. Mal percebi que tinha sido visto. A desgraça estava feita. Uma carta anônima chegou em sua casa e seu marido a leu.

“Aos casados mando (não eu, mas o Senhor) que a mulher não se separe do marido”. I Cor 7,10

A AMIGA

Quando Marisa sobe que Túlio desconfiava de sua fidelidade devido à carta anônima, ela pediu ajuda a uma amiga de infância que prontamente bolou um plano para que contornasse a situação e salvasse o seu casamento. Sandra que parecia com Marisa seria apresentada a Andrei como sendo sua namorada. E assim foi feito e o corno acreditou. Como Sandra era o tipo de mulher que todo homem queria ter na cama, Andrei não resistiu e se apaixonou por ela... Bem damos a palavra a Sandra.
O escritor está sendo benevolente comigo, não sou tudo isso. Quando fui apresentado ao Andrei ele logo disse para que veio: “É impossível fingir ser namorado dela, eu com um avião desse nas mãos vou ser apenas tripulante e não piloto”. Eu não nego que estou nesta vida para experimentar qualquer tipo de homem que me atraia, o levei para cama e o fodi como ele nunca tinha sido. O que estragou era que ele se apaixonou por mim, e como desprezo qualquer tipo de paixão, ou de amor, nosso relacionamento só durou o tempo suficiente para que, do sexo, eu extraísse todo prazer. Não relatarei nada do que fiz com o Andrei na cama, este prazer só terá quem me conhecer, por que eu sou assim, atraiu-me, abati.

“A mulher não pode dispor de seu corpo: ele pertence ao seu marido. E da mesma forma o marido não pode dispor do seu corpo: ele pertence à sua esposa”. I Cor 7,10

O CASAMENTO

Convite feito e distribuído todos os convidados compareceram. Noiva em prantos, emocionada, não por estar casando, mas sim por estar vendo o Andrei com a Sandra, sentiu-se traída. Noivo nervoso e consolando a noiva e também emocionado por estar realizando o sonho de sua vida, era todo alegria. Após cerimônia e festa cada qual com seu par foi para a cama desfrutar o prazer da vida, amar e ser amado, lógico, com muito sexo.

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3 comentários:

Rico B. disse...

*rs e mais *rs. fantástico ler algo quase sublime sobre as várias faces de um mesmo tema. ficou a curiosidade da extensão da coisa, a durabilidade da emoção. tem tema pra isso tb? hehehe. abs.

Nanda Assis disse...

gostei demais.

bjosss...

Gato Vadio disse...

...e o profano sacralizou-se, nas tortuosas vielas da felicidade a todo custo; e o sagrado demonizou-se ante a beleza vadia do proibido, estando a pureza maculada pela prepotência dos eleitos..." Um abraço do Jorge Luiz, maravilhado com este seu espaço - parou por quê?!